Ao nos apropriarmos da primeira letra do alfabeto hebraico, Aleph, para designar nosso Programa de pesquisa,aprendizagem-ensino e extensão queremos expor nossa busca por um tipo de racionalidade e de política que, compartilhando esforços instituintes na esfera do conhecimento, da economia, da cultura e, portanto, da justiça social e educacional, guardem relações com movimentos que não passam, mas como rizomas irrequietos e insistentes, vêm se espalhando pela História, estimulando outras formas de pensar, agir e pronunciar o mundo, num exercício permanente de dialogia política e pedagógica. Afinal, o desafio de participarmos como pesquisadores e docentes, de leituras de outras possibilidades de ação e de educação, nos levaram a uma aproximação entre instituições educacionais, (seus profissionais, trabalhadores e estudantes) e movimentos instituintes que as animam, como à sociedade, capilarizando-se em todos em todos os espaços, institucionalizados ou não. Nesse sentido, vimos atuando em pesquisas, em diferentes territórios docentes e discentes, repercutindo na configuração de instituições, pelo caminho do fortalecimento da autonomia educacional e da dialogia com as forças sociais. O apóio do CNPq e de nossas Universidades têm nos ajudado a expandir nossas relações e a nos entrelaçar com instituições universitárias nacionais e internacionais, mas também com diversos sistemas públicos de educação federal, estadual e municipal. Deste intercâmbio incessante, vimos formando doutores e mestres, produzindo livros, artigos, conferências, palestras e comunicações, organizando e participando de Eventos Nacionais e Internacionais, prestando consultorias e, finalmente, construindo um Centro de Referência de Experiências Instituintes em Escolas Públicas Brasileiras, com um catálogo e a Revista do Aleph (www.uff.br/aleph) , que socializou nossos principais debates e contribuições durante mais de 2 anos, com o reconhecimento do ISBN 1807 6211.