Na sociedade contemporânea, o trabalho tem sido ampla e estruturalmente afetado pelas profundas transformações econômicas e políticas. De um lado, verifica-se a exclusão de muitos trabalhadores do sistema produtivo e a precarização das relações e condições de trabalho dos que permanecem inseridos, o que tem provocado impactos sócio-ambientais negativos. De outro lado, emergem novos movimentos sociais e com eles inúmeras formas e instrumentos da sociedade civil, organizada ou não, para o enfrentamento dos seus problemas, especialmente os de ordem econômica, social e ambiental. Considerando a complexidade da temática, o grupo procura associar pesquisadores de diferentes áreas e visa contribuir para a produção e socialização do conhecimento a respeito das transformações que ora se processam no trabalho, nas organizações de trabalhadores e as novas formas de sociabilidade geradas, construindo um espaço de interlocução e intercâmbio com a comunidade científica e os movimentos sociais organizados. O foco das investigações são as transformações no trabalho, nas organizações de trabalho e de trabalhadores, considerando o contexto sócio-econômico, político e cultural e os impactos psicossociais, culturais e ambientais decorrentes das transformações. Uma linha de pesquisa se dedica ao estudo das temáticas do trabalho em organizações heterogeridas e a outra em organizações autogeridas. O referencial teórico-metodológico procura evidenciar a formação dos sujeitos, a importância do trabalho como espaço de socialização e de construção de identidade, de subjetividade e de valores culturais coletivistas. Desde a sua criação em 2000, o grupo ampliou o número de pesquisadores, estudantes e técnicos e avançou na produção de conhecimento, especialmente a participação em eventos e a publicação de livro e artigos em revistas especializadas.