O crescimento da humanidade gerou uma elevada demanda na produção de alimentos e fibras e com isto uma pressão além da capacidade de suporte dos recursos naturais. Nas regiões semiáridas, como uma decorrência natural do regime pluviométrico torna esta pressão maior, tornando o processo da degradação mais acelerado do que nas regiões úmidas e subúmidas. A demanda pelos recursos naturais seja na agricultura irrigada, seja na agricultura de sequeira na produção de alimento requer a definição de modelos de exploração adequados a capacidade de suporte destes recursos.Sabe-se que as águas residuais da irrigação retornam aos cursos naturais através da drenagem superficial ou atingem as reservas subterrâneas pela percolação profunda. Por estes processos são carreados sais solúveis, fertilizantes (N, P, nitratos, nitritos), elementos tóxicos, resíduos de defensivos agrícolas e sedimentos, requerendo o desenvolvimento, a divulgação e a implantação de um manejo de irrigação sustentável, onde os recursos solo e água possam ser usados sem correrem o risco de degradação. Já nos campos agrícolas de sequeiro, processos erosivos se fazem presentes bem como o carreamento de nutrientes para os corpos hídricos, resultando no processo de eutrofização dos lagos.O trabalho, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Manejo de Água e Solo no SemiÁrido, repercutirá junto à comunidade científica com a necessidade de se gerar e difundir informações cientificas e tecnológicas para o desenvolvimento sustentável e recuperação de áreas degradadas do semiárido onde a capacidade de suporte e aptidão dos recursos naturais sejam consideradas. Ante a comunidade dos usuários da bacia hidrográfica, o trabalho deverá despertar junto aos mesmos para um uso consciente e eficiente dos recursos naturais, e assim se evitar a deterioração dos mesmos.