Esta pesquisa teve como objetivo maior compreender as crenças dos futuros professores de Língua Inglesa no que diz respeito à: sua escolha pelo curso; ensino/aprendizagem de Língua Inglesa em escolas regulares e no próprio curso de Letras; currículo, carga horária e reestruturação do curso de Letras da UNESC (Universidade do Extremo Sul Catarinense). Dessa forma, nossa investigação buscou considerar a seguinte questão: como o estudo das crenças pode contribuir para a formação inicial dos alunos-professores de Inglês? Para isso, pautamo-nos, principalmente, nas concepções teóricas de Vygotsky (1998), Bakhtin (1997), Celani (2010) e Barcelos (2003); (2004); (2006); (2008); (2011). A pesquisa teve como participantes acadêmicos representantes de todas as fases existentes no segundo semestre de 2013 do curso de Letras da Universidade do Extremo Sul Catarinense, localizada na cidade de Criciúma, em Santa Catarina. Como metodologia, utilizamos a abordagem qualitativa dentro de uma perspectiva materialista histórica dialética. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semi-estruturadas, gravadas em áudio. Além das entrevistas, utilizamos o projeto pedagógico do curso de Letras da UNESC como objeto de análise. A análise dos dados revelou que parte das crenças dos alunos-professores ainda está em consonância com o restante do Brasil, como a insegurança em lecionar Inglês; a fala como principal habilidade do professor de Inglês; a impossibilidade de aprender Inglês em escolas regulares; o professor como único responsável pela aprendizagem e impasses na formação inicial docente. Todavia, também foi possível constatar que ainda existem jovens atraídos e interessados pela carreira docente e pelo ensino de Língua Inglesa. Os resultados desta pesquisa ainda apontaram que o estudo das crenças, dentro dos cursos de formação inicial, pode incentivar a reflexão sobre os aspectos educacionais e futuras práticas.