Esta pesquisa-intervenção ocorreu durante os anos letivos de 2012, 2013 e 2014 no CIEP 411 Municipalizado Dr. Armando Leão Ferreira (São Gonçalo-RJ), onde trabalho como professora de Ciências e, nos dois últimos anos, também como Orientadora Pedagógica do segundo segmento do Ensino Fundamental. Os encontros que compõe esta pesquisa também se deram em projetos no contra turno escolar, entre os quais destaco o Viveiro de Experiências, o Elos de Cidadania e o Subprojeto de Pedagogia do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES/UERJ), no qual atuo como professora supervisora. Nesta dissertação, utilizo a cartografia, proposta por Gilles Deleuze e Felix Guattari, como método de pesquisa-intervenção. Registros em Diários de campo dão visibilidade ao cotidiano de uma pesquisa que se faz vivendo, apostando em um ethos abolicionista. Fortalecendo uma vida não assujeitada com as formas de padronização e controle e com os regimes de escravidão física e psicológica impostos aos animais, humanos e não-humanos, a partir das hierarquias instituídas. A proposta deste trabalho é problematizar a heterogestão, que acontece quando nos deixamos gerir por outrem , apostando na autogestão, na produção de um estranhamento, de um olhar investigativo, que se afirma na desnaturalização dos postulados, colocando a instituição e a formação nos tensionamentos da construção permanente. Desafiando nosso senso de superioridade humana e individual, produzindo coletivamente pequenos espaços-tempo de resistência, que funcionam como dispositivos produtores de outros modos de viver.
This intervention research occurred during the school years 2012, 2013 and 2014 in CIEP 411 Municipalizado Dr. Armando Leão Ferreira (São Gonçalo-RJ), where I work as a teacher of Sciences and, in the last two years, as Educational Supervisor of second segment of elementary school too. The meetings that are part of this research also occurred in projects in the afternoon school, like the Viveiro de Experiências, the Elos de Cidadania and the Subprojeto de Pedagogia of the Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES/UERJ) in which I act as supervisor teacher. In this dissertation, I use the cartography proposed by Gilles Deleuze and Felix Guattari, as a method of intervention research. Records in diaries give visibility to the daily life of research that makes living betting on an abolitionist ethos. Strengthening a life not resigned with ways to standardize and control and the physical and psychological slavery regimes imposed on animals, human and non-human, from the established hierarchies. The purpose of this paper is to discuss the straigth-management, what happens when we allow ourselves to manage by "others", focusing on self-management, the production of an estrangement, an investigative look, it says on the denaturalization of the postulates, putting the institution and training in tensioning of permanent construction. Challenging our sense of human and individual superiority, collectively producing small resistance of space-time, which act as producers of other ways of living.