A região sul do Espírito Santo possui ambientes que variam desde áreas montanhosas, com predomínio do Parque Nacional do Caparaó até planícies costeiras. A exploração de suas terras para fins de agropecuária desde meados do século XIX acarretou processos degradatórios do solo e dos recursos hídricos, diminuindo seriamente a capacidade produtiva, refletida nos baixos níveis de produtividade. Mais recentemente, a mineração de rochas ornamentais passou a ser uma atividade de grande expressão econômica, com lavra e beneficiamento de granito e mármore, que gera grande quantidade de resíduos sem destino adequado. Nesse panorama, profissionais ligados ao Campus de Alegre e de outras instituições têm desenvolvido atividades de cunho técnico e científico voltados para a conservação ambiental e produção agrícola desde o ano 2000, com recursos aportados pelo Ministério do Meio Ambiente, Vale, CNPq, Samarco Mineração e Foz do Brasil, com interesse e apoio de comunidades rurais.