O presente projeto de pesquisa pretende discutir o conceito de greve na primeira metade do século XX. A intenção é compreender a dinâmica de sua historicidade, que alternou diferentes posições entre direito reconhecido e criminalização. Pretende-se verificar como este instrumento fora utilizado politicamente, analisando como e se era exercido ou não por parte da população no referido período. Desta forma, se deseja verificar e interpretar as experiências e consciências jurídicas em torno do direito e do não direito de greve na cidade do Rio de Janeiro, a partir da análise de livros e periódicos do período, de modo a entender como foi possível que um direito fosse reconhecido na década de dez e vinte, criminalizado na década de trinta e novamente reconhecido nos anos quarenta e cinquenta.